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sábado, 18 de dezembro de 2010

Digitais e Reflexos da Imagem de Deus

Texto extraído do blog: www.heroidoamor.blogspot.com. Visite e siga :)


A medida que a Ciência avança vai encontrando, mesmo se dar conta, mais digitais do Criador, evidências que parecem estar ali para lembrarmos de onde viemos... e despertar saudades.
O próprio ambiente do Planeta possui características  e químicas que parecem mesmo terem sido planejadas para que a vida em suas variadas formas fosse possível. A forma com que os seres são interdependentes entre si reflete ainda a Suprema Lei do Amor.

As microscópicas células, o gigante sol, a perfeição da adaptação  no corpo de uma gestante, a pétala de cada flor... Tudo evidencia que há um Criador, um Desenhista, um Arquiteto, um Engenheiro Inteligente. Toda  planta, todo pássaro, as estrelas e a vida em si cantam do Amor do Criador.
O Amor que sentimos uns pelos outros não pode ter uma origem no nada. A vontade de viver para sempre e de um lugar melhor, impressa em nossa mente e transmitida a cada descendente humano também não. O desejo e a necessidade de adoração e relacionamento com alguém muito maior nós também não! absolutamente não! Nascemos com um buraco enorme no coração- uma grande saudade- que continuará lá encomodando se tentarmos preencher com qualquer outra coisa além de nosso relacionamento com Deus. Não se engane, é assim que fomos criados.
Já reparou como parte da lei do Amor parece ainda vigorar na maioria das sociedades evitando que o caos impere? Já notou que somos seres criativos para motivos que jamais seriam apenas para seleção natural? A capacidade de criação de gênios como Beethoven e Michelângelo por exemplo. Que reflexos ainda prevalecem insistentes da imagem de Deus no homem!

A necessidade de arte e música, beleza estética e fruição são uma forma de saudade... De uma sociedade perfeita, de um Reino distante mas real: O Reino do Amor!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Os Bichos de Lygia Clark: A linha para a Participação na Arte

Por Pâmela Gularte
Introdução:
Este texto apresenta aspectos da obra de Lygia Clark, em especial da série “Bichos”, esculturas metálicas articuláveis que propõe a participação do observador, fazendo de sua autora, uma das pioneiras da arte participativa internacionalmente. Pretendemos investigar o trabalho da artista, situando as obras em seu processo de criação e no contexto contemporâneo.
A pesquisa desenvolve-se inicialmente através do levantamento de dados biográficos, textos críticos, e imagens das obras de Lygia, em seguida analisamos a trajetória da artista para tratar de processo, nos detendo na série bichos para identificarmos os traços do neoconcretismo e o surgimento da participação e interatividade na arte contemporânea.
Os Bichos, dentro das artes visuais, são o que podemos chamar de “a obra prima” de Lygia Clark. Pois é esta série que a consagra a melhor escultora brasileira em 1961. Unindo neles as heranças concretas da geometria e construtivismo, e movimentos orgânicos através das dobradiças, Clark pretende dar vida às suas obras sempre seguindo as sugestões e possibilidades encontradas no diálogo com a linha orgânica por ela descoberta.
 Lygia Clark
Nasceu em 1920 em Belo Horizonte – MG. Foi para o Rio de Janeiro em 1947, e começou a ser orientada em seus estudos artísticos por burle Marx e Zélia Salgado. Em 1950 em Paris onde estuda com Fernando Léger, Arpad Szenes e Isaac Dobrinsk. Nesse período dedica-se a estudos e pinturas a óleo de escadarias e desenhos de seus filhos. Sua primeira exposição individual acontece no Institut Endoplastique, em Paris, em 1952, ano em que retorna ao Brasil e expõe no Ministério da Educação e Cultura – MEC. Em 1954 Clark participa da Bienal de Veneza com a série composições.
Lygia é uma das fundadoras do Grupo Frente no Rio de Janeiro, liderado por Ivan Serpa em, em rejeição à pintura modernista Brasileira de caráter figurativo e nacionalista. O grupo mantinha-se informado nas discussões sobre a abstração concreta, mas havia maior liberdade em relação as teorias de Max Bill. A linguagem geométrica é tida como um campo aberto a experiência e indagação. Nesse contexto é que surgem as “Superfícies Moduladas (1955-57)” e “Planos em Superfície Modulada (1957-58)” de Lygia Clark. Séries que em que ela deslocava a pintura da tela para o espaço ao fazer da moldura - espaço neutro entre a obra e o ambiente – parte da obra, ganhando a mesma cor da tela, sendo uma continuidade da mesma com a projeção das figuras geométricas.
Em 1956 acontece a Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta, organizada pelos concretos de São Paulo com participação do grupo carioca onde inicia-se a cisão do movimento concreto, que se dá oficialmente em 1959. Clark integra a Primeira Exposição de Arte Neoconcreta, assinando o Manifesto Neoconcreto juntamente com Amilcar de Castro, Ferreira Gullar, Franz Weissmann Lygia Pape, Reynaldo Jardim e Theon Spanudis.
Nas “Unidades”, Lygia vivencia muito bem o plano, dialogando com Mondriam, sem que o imitasse em aparência, mas dando um passo adiante na verticalidade e temporalização da do espaço pictórico. Assim, o espaço vai se construindo como um novo suporte para sua arte. Os “Casulos (1959)” são feitos em metal. O Plano é dobrado exigindo a tridimensionalidade, mesmo que ainda fiquem lá, pendurados na parede.
Até que dos Casulos surgem os “Bichos”: Esculturas feitas de alumínio, possuindo formas geométricas articuláveis por suas dobradiças. Lygia Clark torna-se uma das pioneiras na arte participativa ao convidar o observador a “brincar” com os bichos, manipulando-os, dialogando e descobrindo possibilidades de formas para essas estruturas. Com eles, os “Bichos”, é que Clark é consagrada melhor escultora nacional na VI Bienal de São Paulo em 1961.
Da madeira dura ao metal à borracha na “Obra Mole (1964)”. Lygia começa a preocupar-se com o corpo. Em caminhando, era no cortar da fita que se dava a obra. As sensações começam a ser valorizadas nos seus “Objetos Sensoriais (1966-68)” através das texturas de objetos do cotidiano como conchas, água, borracha, sementes... Na instalação “A casa é o corpo (1968)” as pessoas passavam por ambientes chamados: penetração, ovulação, ovulação e expulsão.
Volta a residir em Paris entre 1970 e 1976, quando é convidada a lecionar em um curso sobre comunicação gestual na faculte d’Plastiques St Charles, na Sorbonne. Em suas aulas as experiências do grupo se apoiavam na manipulação dos sentidos, pois nesse período, afasta-se da reprodução de objetos estéticos e volta-se a experiências corporais em que os materiais estabelecem relação entre os participantes. É assim que surgem as proposições “Rede de Elástico”, “Baba Antropofágica” e “Relaxação”.
Voltando para o Brasil, passa a uma produção com fins terapêuticos. Faz uma abordagem individualizadas com os “Objetos Relacionais”, trabalhando as memórias, medos e fragilidades de seus pacientes pelo sensorial.
Em 1981 começa diminuir o ritmo de suas atividades. O “Livro-Obra”, que relata a trajetória da artista até o final de sua fase neoconcreta, através de estruturas manipuláveis e textos por ela escritos, é publicado em edição de apenas 24 exemplares.
O IX Salão de Artes Plásticas em 1986 no Passo Imperial do Rio de Janeiro, tem uma sala especial dedicada a Lygia Clark e Helio Oiticica. Lygia falece em abril de 1988. 
 A linha orgânica
O que faz uma artista sair das pinturas a óleo e desenhos à proposições terapêuticas da arte?
Ao compararmos as obras e proposições clarkianas, em primeira vista, talvez não encontremos relação entre elas. Mas logo que mergulhamos um pouco abaixo do que é superficial e passamos a fazer uma adequada leitura e apreciação de seu trabalho, podemos perceber claramente uma coerência em seu processo de criação, a qual Lygia compara a uma “linha puxada”.  Ela afirma: “O trabalho tem uma linha, embora você olhando ache que não tem nada a ver uma coisa com a outra, quer dizer, formalmente, não tem nada realmente, mas no sentido de conceito é inquebrável.”.
Risonete A. P. de Andrade (1961) observa que essa linha não existe apenas metaforicamente, pois Clark a descobre ao observar uma linha de contato entre dois tons contrastantes, constatando que é absorvida, enquanto que ao unir duas cores iguais, aparece. Para Lygia Clark, a linha “existia em si, não era uma linha desenhada, gráfica, e possuía possibilidades intrínsecas a elas mesma”. A artista chamou-a “linha orgânica” e confessa que somente a partir dessa descoberta, não houve influência de mais ninguém em seu trabalho. Nas palavras de Andrade:
A linha orgânica, ao longo da trajetória da artista, assume formas variadas e aspectos diversos: do elemento plástico definidor da composição vira linha-luz, que se transmuda em linha-espaço e linha-tempo, migra em direção à “dobra”, para em seguida, em foram de dobradiça, converter-se em “espinha dorsal”, depois, pelo corte, em “trajeto” que dará origem a outras metáforas. O percurso artístico de Lygia Clark é o percurso da linha orgânica e vice-versa.  
 
De fato, a linha está presente unindo o ambiente e a pintura em quebra da moldura, depois, entre o relevo dos módulos de madeira como o espaço penetrando a própria obra. Ela (a linha) é que pede/permite o dobramento do plano, fazendo com que a obra, em “casulos”, tanto tenha um espaço interno, quanto exija, com a tridimensionalidade, certa ocupação do espaço do ambiente. Quando de repente, a linha orgânica das dobras dos casulos transforma-se em espinha dorsal nos bichos.

Os bichos
Usando placas de metal unidas com dobradiças, dobrando-as, fazendo com que de formas planas surja o volume... Assim Lygia faz os bichos, que embora compostos por formas geométricas trazem em si uma carga maior de organicidade do que de construtivismo. Pois são seres constituídos de várias possibilidades de movimentos, estruturadas através da linha orgânica, que aparece como colunas vertebradas.
Como escultura, os bichos já são interessantes e diferentes por terem mais haver com espacialidade do que massas e volumes, o tradicional da época.
Assemelha-se às superfícies moduladas, justamente por ser feito em módulos. A lógica e a matemática do construtivismo continua presente, porém de forma mais intuitiva que calculada a despeito do concretismo. Mesmo assim, a artista costumava dizer que os bichos vem dos casulos que caem da parede ao chão, segundo Mário Pedrosa. Lygia conserva no processo o metal, as dobras... Incorporando, é claros, as dobradiças, trazendo uma novidade importantíssima:a participação do expectador na obra de arte.
Clark firma então um compromisso com a arte e a vida, fazendo-as aproximarem-se. Afirma que seus “bichos” têm vida própria.
Um bicho não é apenas para ser contemplado e mesmo tocado. Requer relacionamento. Ele tem respostas próprias, e muito bem definidas para cada estímulo que vier a receber.
Lygia afirma em texto escrito durante a fase em que criava os bichos que quando alguém lhe perguntava sobre quantos movimentos um Bicho poderia realizar ela respondia: “Não sei nada disso, você não sabe nada disso, mas ele sabe...”.
Foram criados para serem, não manipulados, mas interativos com o observador/fruidor.  A obra só se completa quando as pessoas interagem com ela.
O observador não é apenas observador, ele dialoga, recria... Esse corpo-a-corpo era o que interessava a priori para a artista. Os bichos foram feitos para serem reproduzidos em série, vendidos a muitos e em toda parte. Protesto contra a arte elitista. No entanto para Lygia, a arte deveria pertencer a todos, estar em todo lugar em que se a desejasse. Quem “brincasse” com um bicho, era de certa forma também um artista.
Essas obras de Lygia Clark inspiram imaginação, como quando procuramos ver desenhos nas nuvens, pois seu geometrismo não é, de forma alguma, frio. Entretanto, suas linhas dinâmicas suas posições variadas remetem ludicamente ao observador/interator a fazer associações formais com seres vivos em suas múltiplas configurações. A própria Lygia coloca nome em alguns com base no que representam em certo momento: caranguejo, invertebrado...
Arte, participação e interação
Ao observarmos as características recorrentes nas artes a partir da pós-modernidade, podemos perceber a importância que a participação do espectador passar a ter para a realização das obras.
Segundo Sandra Montardo, esse aspecto da arte contemporânea já se preconizava no modernismo quando os artistas passam a se preocupar com o diálogo entre apreciador e obra de arte. Para ela, isso já é interatividade, e o que muda na contemporaneidade são as formas de com que esse caráter é apresentado.
Enquanto que para Júlio Plaza, as obras estão divididas em graus de recepção e abertura, sendo que no primeiro grau estão aquelas que tem várias possibilidades de interpretação; no segundo (onde inclui os bichos de Lygia Clark), arte de participação, manipulação, e interação física com a obra; e somente no terceiro grau as interativas que se dão preferencialmente na relação homem-máquina, como uma efetiva comunicação com a obra através da tecnologia que responde diferentemente a cada pessoa. Seria então inadequado chamar os bichos de Clark de arte interativa.
A proposta de Lygia, porém, é que haja comunicação além do diálogo visual e/ou da re-criação. Os bichos existem por si mesmos, tem vida própria, segundo ela, ficam aguardando alguém com quem conversar. Conversar dizemos, porque os estímulos que o apreciador/interator dispensa a eles são como perguntas que logo recebem respostas e em seguida são replicadas com a reação do apreciador. É nesse momento que realmente são bichos, que se vêem além da construção espacial-geométrica, os movimentos orgânico-biológicos. Há por tanto as duas coisas: a interação física e a comunicação.
Segundo a reflexão de Simone Osthoff, o desenvolvimento de novas tecnologias e o crescente número de artista que trabalham com comunicação digital tem trazido à tona a discussão sobre o papel interatividade nas mídias digitais. Interatividade e participação na arte, no entanto, não seriam apenas resultado da presença da acessibilidade dos computadores, mas parte de um desenvolvimento natural da arte contemporânea no qual Lygia Clark teve grande influência nacional e internacionalmente como pioneira falando em  participação e interação.
Os bichos hoje
Atualmente, trabalhos artístico-digitais que propõe a participação nos fazem voltar o olhar às obras de Lygia. O website www.espacoperceptivo.net que enfoca a algumas partes da trajetória da artista através da interação do navegador. E também os “Bichos Impossíveis” de Alexandre Rangel, esculturas digitais manipuláveis através de um controle remoto de vídeo-game (demonstração em vídeo no site www.quasecinema.org)
Apesar de inspirarem a interatividades nas novas mídias bem como na produção plástica, os bichos se encontram cada vez mais fetichizados, retrocedem ao pedestal segundo Maria Alice Milliet, vendidos os originais por muito dinheiro, e, “empalhados” como diz Fernando Paiva ao comentar sobre exposição no Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, onde não se podia sequer chegar muito perto do bicho que foi feito para a interação.
Conclusão:
A trajetória artistica de Lygia Clark traz-nos uma ampla idéia de como se dá o processo de criação de um artista contemporâneo e de como vai amadurecendo seu trabalho. Percebemos a importância da linha orgânica nas investigações e pesquisas plásticas desta artista.  Há um momento em que Lygia chega ao auge de sua arte e passa a “confundi-la” com a vida, rompendo uma tênue linha, o que a faz declarar-se “não-artista”, mas terapeuta. Consideramos os bichos como as obras que melhor representam esse “auge” antes da transição.
Os bichos são atualmente as obras mais conhecidas, caras e desejadas da artista, pela beleza como escultura espacial, mas, sobretudo pela importância desses dentro da obra de Clark, que traz novas de participação e interatividade que serão nos anos que se seguem uma das características em voga na arte contemporânea, foco de reflexões e discussões.
Enquanto suscita cada vez mais obras interativas, inclusive eletrônicas e digitais, através de sua importância histórica, a série de Lygia já não tem mais a mesma função de interatividade. Sendo, contudo cada vez mais importante na história da arte contemporânea.

Referencias bibliográficas:
Impressos:
ANDRADE, Risonete A.P., Lygia Clark: A Obra é o seu Ato: dos casulos ao caminhando. 2003. Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2003.
PEDROSA, Mário. Significação de Lygia Clark. In LYGIA Clark. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. P. 14-17.
MILLET, Maria Alice. Lygia Clark: obra-trajeto. São Paulo: Edusp, 1992.
 PLAZA, Julio. Arte e Interatividade: autor-obra-recepção. Revista de Pós-graduação, CPG, Instituto de Artes, Unicamp, 2000.
MONTARDO, Sandra. P. . Interatividade como acesso á obra de arte na época da imagen do mundo. 2002. (Apresentação de Trabalho/Seminário).
Mídias eletrônicas:
ASSOCIAÇÃO CULTURAL – O MUNDO DE LYGIA CLARK. Biografia disponível em: <http://www.lygiaclark.org.br/biografiaPT.asp/>   
CLARK, Lygia. "Bichos", disponível em: <http://www.lygiaclark.org.br/arquivo_detPT.asp?idarquivo=15/>
 OSTHOFF, Simone. Lygia Clark and Hélio Oiticica: a legacy of interactivity and participation for a telematic future. Leonardo, v. 30, n. 4, 1997. Disponível em: http://mitpress2.mit.edu/e-journals/Leonardo/isast/spec.projects/osthoff/osthoff.html.
PAIVA, Fernado. O bicho empalhado de Lygia Clark. Revista Paradoxo, 2005. Disponível em: <http://www.revistaparadoxo.com/materia.php?ido=1947/> 


Nota:
1 Escrevi este artigo sem ter visto as obras de Lygia Clark pessoalmente. Na Pinacoteca de São Paulo pude ver algumas de suas obras. Me impressionam. Decepção porém não poder interagir com os bichos que estavam bem ali, na minha frente, depois de tanto ler, pensar escrever e ver fotos sobre eles. Confesso que não faz sentido ler a frase sobre interação ao lado dos bichos ali "empalhados". Escrevo mais sobre num próximo post.
2 Em 2012 no Itaú Cultural (São Paulo), tive o privilégio de brincar com réplicas dos Bichos da Lygia e participar de várias outras obras como a instalação "A casa é o corpo". Foi incrível! Realmente a participação dá uma nova compreensão desse tipo de arte.

sábado, 6 de novembro de 2010

A Criação do Homem

Está perfeito! - Disse Deus - Agora façamos o homem a Nossa imagem e semelhança. Para que habite a Terra  e governe sobre os peixes, as aves, os répteis, animais selvagens e domésticos... Em fim, para que governe sobre a Terra.
Foi uma frase diferente... Porque Deus disse "façamos" e nada aconteceu! Imagine os Anjos esperando que a nova criatura, parecida com Deus, surgisse. Não surgiu.
O Todo Poderoso Deus de Amor inclina-se ao chão e misturando o barro de forma toda especial vai fazendo teceidos, os ossos, os músculos, as veias e artérias, os orgãos e sistemas, cobrindo tudo com uma delicada camada lisa... Forma os dedos das mãos e dos pés.


Leia o restante do capítulo em www.heroidoamor.blogspot.com .


Foi muito especial imaginar o Sexto e Sétimo dias da criação!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Meu Salto do Jacuí

A Terrinha é interessante!
Lindos recantos que o rio faz cheios de surpressas, onde passar um domingo de sol se torna incrível! A força dessas águas move turbinas e gera energia, fazendo de Salto do Jacuí a Capital Estadul de Energia Elétrica.
Terra rica em pedras ágatas (onde mais há delas no mundo!)...
Terra de um lado triste de problemas sociais... onde uns tem bastante, e outros nada tem...
Terra a ser conquistada pelo Amor de Deus, pra que as pessoas se amem, vejam as bênçãos desse lugar, valorizem e cuidem umas as outras e também este chão, este lugar...

sábado, 31 de julho de 2010

Recomeço com Paixão

Hoje na Escola Sabatina enquanto conversavamos sobre a graça de Deus na vida de Davi, relembrando que foi chamado "Homem segundo o Coração de Deus" mesmo tendo cometido graves erros, pensei em uma coisa:
A vida cristã é cheia de recomeços! Quando menos nos percebemos já não estamos tão bem espiritualmente e pecamos... Então vamos a Deus com fé e somos perdoados através da Sua graça, recebemos uma folha em branco pra reescrever nossa história.
Ontem percebi que precisava de um Recomeço... Precisava de fervor em minha rotina. Na verdade, preciso é de uma rotina espiritual mais disciplinada. Porque tenho preguiça (admito) de estudar... Deus então de manso assoprou a pequena chama do meu coração e a senti inflamando incrível no peito! Isso me faz tomar decisões e reformar habitos... Fazer planos, sonhar com programações e maneiras de aquecer também os meus amigos-irmãos!
Mas não devemos nos tornar viciados em sensações. Elas são maravilhosas. Principalmente esta, quando ficamos totalmente entusiasmados, parecendo que já vamos flutuar de tanta alegria. Porém Deus quer que amadureçamos espiritualmente. Que continuemos fiéis, que preservemos nossa fé, mesmo quando as sensações não estão presente.
Dizem que em um casamento não se vive apaixonado todo o tempo, mas não por isso que deve acabar. O amor deve sobreviver apesar disso. Também dizem que para se continuar casado, o compromisso deve ser refeito. Imagino que as vezes essa renovação se faça pela paixão que se reascende, e outras, talvez, racionalmente.
Cada manhã e em todo entardescer devemos renovar o compromisso com Deus. Ontem, início de Sábado, essa renovação foi muito especial pra mim. PAIXÃO! Ele é Meu Herói!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Profile: Importante!

Minha vida tem sentido e significado!

Porque eu sei de onde vim e para onde vou...

Quanto mais reflito mais seu sinto que só se pode ser completo quando se conhece e aceita os planos e a vontade de Deus para essa curta atribuição temporária que é a vida na Terra.

Quanto mais eu estudo mais eu vejo a Ciência indo ao encontro de um ser superio, um desinger pra toda a complexa e perfeita forma de vida.

Quanto mais leio a Bíblia, mais me contagio pelo Amor de Deus e de sua sabedoria pra consertar todo estrago que o pecado causou.

Quanto mais me entrego, mais paz e alegria eu sinto.

Quanto mais me relaciono com Cristo, mais transformações ocorrem em minha vida e meu caráter. Estou aos poucos me tornando parecida com Ele!

Quanto mais eu vejo como as pessoas estão desesperadas com as coisas horríveis que acontecem no mundo, mais eu tenho vontade de falar:

Há uma solução!

Deus existe, nos ama e pagou o preço pelos erros que a humanidade cometeu e que tanto sofrimento trazem.

Por isso há vida Eterna pra todos que quiserem aceitar!

Jesus vai voltar pra nos dar esse presente!

Isso não é mentira e nem invenção... Tudo o que a Palavra de Deus diz tem se cumprido a risca.

Os próximos momentos da história serão os útimos desse mundo. Em breve coisas realmente espantosas vão acontecer, e sei que vc tambem sente que isso é sério.

Então se informe... Conheça a explicação coerente da história da humanidade e decida de que lado vai ficar!

Eu já escolhi Jesus! E nada pode me fazer arrepeder poque é simplesmente sublime!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Artista e as Possibilidades da Arte

Introdução:

A decisão por um curso superior em Artes Visuais é feita em geral por certo vocacionamento, desejo ou gosto pelas formas de arte e expressão que dialogam com o coração humano através do olhar.

Feita essa escolha, oferecem-se dois grandes caminhos principais de ingresso no curso: Licenciatura - formar-se para ser professor (a) de artes. Ou Bacharelado: formar-se para produzir obras de arte.

Quanto a licenciatura há certa facilidade em ver uma maneira de inserção no mercado de trabalho. Quem a escolhe, caminha em direção às escolas, publicas ou privadas.

Já os bacharelandos, provavelmente entrem no curso com uma série de duvidas:

Que tipo de arte farei?

Qual será o meu discurso?A quem se destinará?

Conseguirei vender a arte que faço?

Quem determina quanto valerá minha arte?

Como consagrar-me como artista?

Não são esses porém os únicos caminhos, lecionar pra quem escolhe Licenciatura e tornar-se artista para quem escolhe Bacharelado em Desenho e Plástica.

Através da disciplina de Apreciação, orientados pelo Prof. Paulo Gomes tivemos a oportunidade de conhecer/ter contato com várias instâncias do universo das artes visuais. Foi-nos apresentado um sistema de artes muito mais complexo do que eu, pretensa artista, poderia imaginar. Com uma organização própria para legitimação e consagração do artista e suas obras.

Nesse sistema encontraremos várias áreas de trabalho que pedem de uma maneira ou outra os conhecimentos que se podem adquirir através da formação em Artes Visuais. Desde a produção das obras, distribuição, conservação, difusão de informações e promoção da cultura artística.

O Artista Visual

Coli (1994, p. 8), em seu livro “O que é Arte?” afirma ser difícil dizer o que é arte, por haverem muitos conceitos divergentes e até contraditórios elaborados por vários teóricos. Mas “[...] é possível dizer que arte são certas manifestações da atividade humana diante das quais nosso sentimento é admirativo [...]”.

E agora tomo eu por conceito de Artes Visuais toda representação através de imagens que sendo postas para contemplação são capazes de despertar/ evocar sentimentos, sensações, fruição. Ou, como anteriormente expressei-me, “as formas de arte e expressão que dialogam com o coração humano através do olhar.”.

Passou-se o tempo em que Arte, era considerado somente aquilo que melhor imitasse a natureza. Em que a técnica de reproduzir idêntico ou aperfeiçoado estava em primazia. O momento atual pede do artista sensibilidade, expressão, e uma força espiritual em suas obras que eleve a mente do apreciador “acima do corriqueiro”.

A obra (o mesmo o fato de fazê-la) passa a ter um grande valor simbólico para seu criador. É uma extensão dele mesmo, de suas percepções, de como ele vê determinado tema. Algo novo e único, a combinação de experiências, o produto interno que se exterioriza.

E é diante de toda a subjetividade do mundo dos sentimentos e expressões, e do romantismo ideal dos discursos visuais que também encontra-se o profissional artista. Este quer, além de fazer sua arte e materializar seu mundo interior, vender sua obra, construir sua carreira e alcançar reconhecimento... Consagração no mundo das artes.


O Sistema de Artes - Instâncias de Legitimação

Que mundo é esse e quais são suas regras?

A impressão que temos olhando de fora, é que esse é realmente um universo a parte. Pois raramente se noticia nos meios de comunicação, comuns à maioria das pessoas, sobre arte, salvo quando algum quadro é vendido por um valor exorbitante ou um museu tem obras importantíssimas furtadas (Pelo menos no Brasil é o que se percebe.).

Como tais obras adquirem essa valorização?

Vamos começar pelo fim do processo - a consagração e aquisição por um museu – e digredir até a saída da obra do ateliê de seu criador.

Há várias maneiras de um museu adquirir uma obra de arte. Quando este aceita uma obra de alguém em sua coleção eleva-se a importância, e confere-se status ao objeto e a seu autor.

Algumas coleções pessoais são doadas a museus. Alguns museus compram obras de arte de artistas considerados importantes por seus curadores. Também há a aquisição através de salões, concursos e editais para o acervo de um museu entre outras mais raras.

Seja qual for a forma de chegada ao museu, para a consagração, a obra precisa passar pela crítica. Segundo Coli (1994) o discurso de um crítico ou de um historiador da arte implica em uma aceitação por ambos pelo objeto como arte. O discurso é juntamente com os lugares de exposição um mecanismo de legitimação.

Uma obra num museu gera discurso de um historiador. Uma obra em uma galeria famosa gera crítica, bem como quando vencedora ou mesmo participante de um salão, ou seja, quando exposta em locais e eventos importantes, como uma bienal, por exemplo.

As obras chegam às galerias através do curador que escolhe entre obras, entre artistas, entre colecionadores que estão vendendo suas coleções...

Às coleções geralmente através das galerias e marchands, e às vezes por encomendas/aquisições do próprio artista. Uma obra pode aumentar seu valor simbólico e pecuniário por pertencer à coleção de fulano.

Eventos como salões, exposições institucionais por edital e concursos são uma oportunidade de projeção pela visibilidade que proporcionam. A partir do momento que o artista e sua obra são vistos, serão também lembrados (com diz o ditado) e convidado a expor em locais de curadoria diferenciada (vemos aqui a curadoria como forma de seleção do que se vale a pena expor, legitimar, discursar...).

Chegamos ao gerenciador de carreira. Este pode ser o marchand que descobriu o artista (O marchand também cumpre o papel da galeria sendo que vende e também organiza exposições.), um serviço terceirizado, um parceiro com habilidades administrativas, ou o próprio artista. Que deve organizar um portfólio, saber falar do processo de criação, ir aos eventos certos, ter os contatos necessários, em fim, promover o artista e sua obra para que se possa entrar nesse grandioso sistema.

Arte, Cultura, Público e Consumo

Em alguns lugares, não há dúvidas de que esse sistema ou universo das artes visuais e plásticas esteja bem canalizado. Em outros, porém, é difícil de ser implantado. É costume atribuir a culpa em parte a falta de recuos e incentivos de instituições públicas e privadas, em parte ao mau costume dos públicos e falta de mobilização dos agentes culturais começando pelos artistas e indo às autoridades culturais.

Mas a grande verdade é que se precisa sair da inércia (essa foi uma das questões mais trabalhadas pelo professor Paulo Gomes, que muito me instigou). Pois se os públicos forem mobilizados pela própria comunidade artística em formação, que também não deixa de ser um público, os governantes e empresários voltarão suas atenções às questões enfatizadas por seus governados e possíveis clientes, melhorando, assim, condições de trabalho aos artistas e fruição ao público em geral.

Esse público bem diverso, que na maioria dos casos não paga para ter um objetivo artístico em sua casa, é quem sustenta, pela frequentação massiva e impostos o museu-instância máxima na hierarquia de legitimação - que por sua vez é quem dá mais visibilidade às artes fomentando seu consumo (refiro-me a compra direta) nas classes média e alta.

O que leva o público em geral a ir a museus, galerias, mostras e outros tipos de exposições e, geralmente a classe média e alta, compra arte, bem como todo o esforço para a apreciar adequadamente, além da necessidade que se cria de fruição, o valor simbólico de ”possuir” cultura, ter capacidades mentais para entender, discutir e apreciar a arte.

Otília B. F. Arantes em seu artigo “A “virada cultural” no Sistema das Artes”, fala do fenômeno capitalista em tornar a cultura um produto em que se investe pesado para que todos “comprem” e assim passem a necessitar de mais e mais coisas que por sua vez também serão compradas.

“[...]chegamos à situação paradoxal em que não só os grandes negócios parecem necessitar de iscas culturais, sob pena de não terem futuro, mas, mais ainda, para que ocorram, são obrigados a incorporar, do gerenciamento à divulgação de seus produtos, valores e modelos de funcionamento da cultura, mais especificamente, das artes[...] “. (ARANTES, 2005)

Ou seja, a arte em si torna-se um produto, a cultura ganha um eixo econômico e a economia gira em torno de questões culturais. Isso é evidenciado por Alexandre Melo (1994) quando trata as dimensões do sistema das artes, pois fala que além das instituições públicas ou privadas e dos colecionadores (que adquirem obras pelo valor simbólico) há um grupo que adquire arte como investimento, visto que as obras são passíveis de valorização ou/e, as vezes, desvalorização.São tratadas como ações da bolsa.

Obras consagradas são reservas de valor, obras conhecidas são investimentos e as novas são como especulação.

Inserção do egresso do curso de Artes Visuais no mercado de trabalho.

Em todo esse abrangente sistema de artes há muitas possibilidades de inserção profissional do aluno egresso que souber administrar sua carreira. Adquirir novos conhecimentos e manter uma visão atenta a aberta são requisitos básicos para o sucesso em qualquer ramo de atuação e na arte não seria diferente.

v Curadoria, Crítica, História da Arte, Museologia, Administração Cultural, Restauro de Obras, Elaboração de Projetos Culturais, Promoção de Eventos, Comercialização de Arte, entre muitas outras, são áreas em que a formação como Artista Visual proporcionaria uma base de conhecimentos perfeitamente útil e necessários para sua complementação.

v Investir na carreira acadêmica abre muitas portas. Aprender uma ou mais línguas estrangeiras; participar de grupos de pesquisa; aprender a dissertar e organizar informações; construir um bom currículo; saber estruturar um projeto, são fatores essenciais para conseguir ingressar no mestrado ou doutorado.

v Participar de exposições coletivas ou individuais; oferecer obras (ou pedir espaço) para exposição em caráter condicional, em lojas, cafés, bares, ou mesmo pagar pra que sejam oferecidas expostas adequadamente em locais apropriados sem seleção em forma curatorial, como é o caso da galeria (ou devo dizer loja de arte?) Especiarias, SM-RS. São formas fáceis e baratas e mostrar e vender as primeiras obras, ganhar confiança e experiência.

v Parcerias para ateliês bazares lojas galerias ou outros projetos mais ou menos ousados, tornam os processos mais fáceis e suaves do que individualmente.

v A participação em salões, concursos, exposições por edital em instituições, repito o que já foi dito, gera visibilidade a possíveis olheiros que poderão impulsionar a carreira artística.

v Por fim, cito a possibilidade de trabalho em qualquer atividade que envolva estética, desenho, criação, e imagem. Que com certeza serão desenvolvidos com propriedade por um aluno egresso do curso que aplique os conhecimentos adquiridos.

Conclusão:

As aulas, visitas, e reflexões feitas durante o semestre mostram um campo de atuação muitíssimo amplo, bem além das primeiras duas opções aparentes.

Independente da área escolhida durante ou após a formação em Artes Visuais – Desenho e Plástica na UFSM, o sucesso, após os primeiros passo de ingresso no mercado, dependerá além do trabalho bem feito, da habilidade nas relações pessoais e sociais na comunidade onde trabalhar pois invariavelmente, trabalhará com e para pessoas.

Bibliografia:

COLI, Jorge. O que é arte. São Paulo: Editora Brasiliense, 1994.

ARANTES, Otília. A “Virada Culltural” do Sistema das Artes. 2005. Diponível em: . Acesso em 2 dez. 2009.

MELLO, Alexandre. As três dimensões do sistema. O que é arte. Lisboa: Difusão Cultural, 1994.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Marcas de uma tragédia

A poucos dias eu pensava em como estávamos protegidos contra enchentes como ocorreram em Santa Catarina. Mas é ingênuidade pensar que em qualquer lugar estaremos 100% seguros...
Ah minha terrinha... Abençoada como se fosse um paraíso! Cidade com um relevo desenhado de forma perfeita, emoldurada pela lindas águas do Jacuí... Nunca será alagada!
Mas veio então o granizo. De surpresa depois de uma tarde de sol, a qual passei às margens do meu querido rio... Ao chegar em casa, demorou pouco para o tempo se armar. Fiquei feliz... Assim como a Priscila, menina de seis anos, neta da Irmã Odete, que planta hortaliças para vender...
Só que nossas espectativas foram apenas enganadas. Não choveu o suficiente para regar o chão seco... Choveu pedras! Pedras de gelo... Grandes como um ovo de galinha (e maiores!). E o vento as lançou comm força contra os telhados finos e grossos, perfurando como se fossem feitos de papel ressecado pelo fogo...
A horta da Irmã, foi moída. E a pequena que sempre viveu com ela desabafou:
_ Mãe, a senhora pediu e eu orei para chover. E não para vir tempestade...
Isso talvez ainda está ecoando no coração de muita gente. Na verdade, o Brasil inteiro está chorando porque chove de mais em alguns lugares, de menos em outros, muito forte em outros... Nosso país de Norte a Sul sofre com a fúria da natureza! Há pessoas que vivem reconstrindo e perdendo novamente...
Não foi tão grave como as enchentes. Ninguém morreu! Mas hoveram feridos, desabrigados e perdas significativas. O que dá esperança, são as doações, os voluntários de municípios vizinhos, além da união para reconstruir tudo e seguir com fé!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Perfil do Orkut

Estava em dúvida sobre se devia mesmo falar de mim...
Mas vou falar um pouco pq se tem alguem que quer ler, me pesquizar, ou ter uma opinião, não vai sair sem informações... kkkk
Bom eu sou:
A menina da foto...
Pâmela, 17 anos, puro Sonho!
Já fui loira, mas hoje não sou mais.
Sempre margra, mas já fiz até dieta pra engordar...
Cresci numa chácara maravilhosa, tinha todo o espaço do mundo pra brincar com as Manas, a Taty, e nos findi a Évy, Gu e o resto da Galerinha...
Encontrei a Deus atravéz de Suas obras, pequenos detalhes da natureza.
Sempre amei cair na água. (Ou me atirar depois do almoço no balne...rsrsr).
Esportes? Bem que tentei... Corrida, natação e até academia... Vôlei, quase cheguei perto.
Ammmo cantar!!! Nasci pra Adorar!
Arte pra mim é tudo, é intensidade de vida... Desenho música...
Comecei aula de teclado, mas meu professor foi embora.
Escrever eu também amo desde pequenina!
Fui "aluna nota 10" na 6ª série, mas...
Escrevi um livro de um Romance meio real meio fantasia.
Viajei com Minha oitava série e foi maravilhoso, Torres, o Gu foi junto
Quase fiz várias coisas... perdi cada uma que...
Fui deretora JA, quase me escabelei, tinha 14 anos... Femusa ne marcou!
2005 foi o melhor ano.
Me apaixonei perdidamente... Amei que só eu sei.
Contei com duas pessoas lindas, incríveis... Sabiam cantar a música do meu coração quando eu esquecia...
Não sei o que aconteceu... Mas tô compondo d novo!
Colporto nas férias de verão faz três anos. Consegui bolsa na última vez mas não pude ir.
Na colportagem fiz amigos, e também o melhor deles: Ginho!
Galera da Igreja... Meu, estão no core pra sempre cada um que passou pelo Ágata (nosso grupo, nosso clube, nosso pequeno grupo...) deixou saudades...
O tempo que a gente cantava, nossa!
Qualquer pessoa sabe tudo sobre mim se se interessa, porque estou sempre de coração aberto.
Web Designer... xiki bem.
Sempre disse que ia fazer facul d graça... Vamos ver!
Eu Sonho de mais... e vivo no undo da lua...
O que você acha? Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Desenho e Pástica, MÚSICA... ??? Deus vai me guiar... em qual caminho?
Um dia, Talvez eu me torne Radical! Escalar montanha e descer de bike, me atirar de uma ponte pindurda por uma corda, saltar de pára-quedas... quando eu tiver tempo, dinheiro e companhia...
Quero conhecer lugares famosos e lindos que tem no meu álbum! Mas vai demorar neh?!?!
Eu podia estar viajando com o coral do IACS agora... mas...
Vivo a lembrar... nostálgica que só!
Participo do Grêmio estudantil e comissão de formatura, esse ano passei fora da sala de aula...
Mas sairam bons projetos!
Eu queria ter mais dificuldade em me desligar daqui... chorar mais porque estou pra sair... Mas sou como um pássaro que sabe que tem que migrar no tempo frio... e não fica tão triste em partir.
Na verdade são laços mais fortes que eu queria...
Tem uns recados e segredos que são só pra quem chegou até aqui lendo, e quem entende sabe do q eu vou falar:
Não pensei que ia perder vocês, que não iam mais se interessar pelos meus assuntos e que iam me deixatr de fora de umas... Que não iam vibrar com as minhas conquistas como vibrarei pra sempre com as suas.
Continuo acordada a sonhar com você... Mas supero porque não quer ser uma dona encrenca.
Se fores deixar minha vida, despeça-se!
Não odeio ninguém, não faço fofocas, não fico fazendo comentários maldosos... Não fale mal de mim! Eu gosto de todos em intensidades diferentes.
Não me faça de boba porque eu não vou mais esquecer, isso marca.
Espero um Amor que venha de Deus... Alguem que me complete como Letra e Música! Se for alguem que toca então... rsrssr
Meu pai é modelo pra mim, minha mãe colo...´
às vezes me sinto invisível, raras vezes popular.
Eu não tenho medo de mudanças bruscas, e refazer planos...
Deus é o topo de minhas prioridades!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Autobiografia (Candidata a bolsa no UNASP)

Sou a Pâmela, menina de 17 anos, puro sonho... Sim, sonhar é o verbo que tem movido minha vida, orações, pensamentos.

A primeira de três filhas, aprendi a dividir minhas alegrias e tristezas. E desde pequenina conheci uma maneira incrível de expressar as emoções: Música!

Uma criança sapeca como as outras, mas que também amava a tranqüilidade e a natureza... Sentar em um balanço a cantarolar, olhar para as flores, dedicar atenção aos detalhes da vida. Minha mãe me contou sobre a existência de Deus, mas foi nessas calmas horas que eu o encontrei.

Lembro-me do dia em que pela primeira vez fui para a escola, louca pra aprender mais daquilo que meu pai me ensinava em casa... Porém, ao mesmo tempo em que me eram apresentadas as letras, cores e números, me tornava uma menina tímida ao deparar-me com um mundo diferente do meu. Onde há ciúmes, disputa e exclusão social, mesmo entre crianças.

Ainda bem! Durou pouco essa tristeza no meu coração. Pois eu e minha mãe conhecemos juntas, a Igreja do Deus que brincava comigo... O Deus que ama a todos e que vai nos presentear com um Mundo novinho em folha, onde só há beleza, na natureza e nos corações.

Eu não sabia, tinha apenas sete anos. Mas Ao mesmo tempo em que encontrava a Igreja do Deus dos meus sonhos, meu pai encontrava a pior fase de sua vida. Tornou-se sócio de uma microempresa e esta faliu. Perdemos tudo e estávamos endividados.

Ele não comia, não dormia, apenas trabalhava mecanicamente... Comecei a entender que minha família feliz estava por se acabar.

Até que... Minha Igreja organizou uma festa de natal para crianças carentes, e meu pai se envolveu sem querer, e encontrou respostas para muitos de seus porquês ao servir os menos favorecidos.

Anos depois que juntos descemos às águas do Batismo. Me espantei com a apólice de seguro de vida que ele guardou. Encontrou Jesus antes que passasse o tempo necessário para execução de seu plano de nos deixar com o futuro econômico garantido: Suicídio por dinheiro, para pagar as dívidas e para que suas filhas tivessem o conforto que sempre almejou.

Graças a Deus, que nos livrou de uma séria ruína! Minha família mudou, nos tornamos mais felizes. Passamos a trabalhar na Obra de Deus, meu pai tornou-se Ancião e minha mãe coordenadora do Ministério da Mulher.

Ao participar das atividades da igreja, fui perdendo a timidez que adquiri ao encarar o mundo pela primeira vez. Na escola, comecei a envolver-me com vários projetos artísticos e de conscientização. Fui "Aluna Nota 10" com média 9,16 na sexta série. Agora, além de aprender melhor, podia ajudar meus colegas.

Quando menos percebi, estava com 14 anos e dirigia a Sociedade JA de minha Igreja. 2005, ano Feliz! Embora às vezes houvesse lágrimas em meus olhos pela pouca idade e inexperiência em resolver conflitos, aprendi que a coisa mais linda do mundo acontece quando a juventude é organizada como um grande exército: a Mensagem do Evangelho se espalha!

A Semana de Oração, A Voz da Juventude, cada Culto Jovem... Tudo isso me marcou profundamente. Mas meu coração balança mesmo é quando lembro do clímax desse primeiro ano no Ministério JA: o primeiro Femusa Gospel de Salto do Jacuí. Um evento simples, porém grandioso para uma pequena Igreja e para uma jovem líder. Pois quando vi que seu alcance foi além de minha igreja, à toda cidade e até região, pude perceber que a música pode transformar vidas e aproximar as pessoas do Mestre. Senti Deus me chamar. Começou a arder no meu peito o desejo de ser esta a minha vida: Louvor.

Comecei a aprender um novo ofício, web desing. Fui para a colportagem no fim do ano, daí em diante passei fim a dedicar minhas férias a levar a mensagem em página impressa.

Estava por realizar o sonho de estudar em uma Escola Adventista, ao conseguir uma bolsa de estudos no IACS para concluir o ensino médio e desenvolver meus talentos e aprendendo mais sobre música. Porém tive que desistir para cuidar de minha saúde, fazer uma cirurgia de coluna. Chorei muito, mas lembrei que os planos de Deus são melhores que os nossos. "Vamos lutar para conseguir bolsa para sua faculdade no UNASP" - foi a frase de meu pai e de meu líder de colportagem, que me ascendeu um novo brilho no olhar.

2008 foi um ano difícil. Perdi aulas por causa da cirurgia, tudo refletiu-se em minhas notas preocupando-me não ser mais a "Aluna Nota 10". Por outro lado, terminei meu curso de web deseing, comecei a trabalhar, passei mais um ano ajudando em minha Igreja e no Grêmio Estudantil de minha escola.

Daqui pra frente, minha história está nas mãos de meu Pai... Tudo o que quero é dedicar-me inteiramente à Sua Obra. Que o meu louvor possa aproximar as pessoas de Jesus, e que ao pregar, aprece seu Retorno! O ultimo acontecimento importante de minha vida, é que fiquei orando, e continuarei, para que possa me capacitar para isso na UNASP.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Medo de quê?

Várias vezes ouvi dizer que é melhor se arrepender do que a gente fez do que daquilo que nao fez...

Olha, não sei... Porque é verdade que algumas coisas é melhor não fazer mesmo, não chegar a conhecer. Tipo o Mundão, com suas cores e luzes, que sempre apagam-se e desbotam. "O sábio aprende vendo os outros apanharem, mas o espertinho aprende somente quamdo ele mesmo apanha." (Gustavo Stork).

Mas já outras... Bom, pra que ter medo de desafios? Você só vai saber se dará certo se tentar! Algo que aprendi é que podemos grandes coisas se estivermos dispostos, e que tudo o qu fazemos soma-se a nossa experiência, quer tenhamos sucesso, quer não.

Tem gente que não luta porque acha que vai perder, gente que não fala porque acha que ninguém vai ouvir, gente que não sonha porque acha que não é capaz de realizar... Não amam por medo de não serem correspondidos! Não sabem que um pequeno ato de bondade pode mudar o dia de alguém, que a diferença se faz aos poucos...

Mas que dizer dos desejos do nosso coração? Aqueles que temos por vezes ocultos e achamos que são loucura? Aquela vontade imensa de fazer algo que provoque um giro de 180º??? Aprendi a não ter medo de mudanças bruscas, a arriscar, a dar a cara a bater, a ir na contramão se precisar!

Caramba... O medo que eu tenho é de a vida se tornar sem graça, enfadonha, se surpresas e sem intensas emoções. Poxa, até me acostumei com a adrnalina subindo, o coração batendo forte acelerado, o rosto queimando... uf!

Afinal, o que é impossível? Existe um Sonho que não possa se tornar realidade? "O que torna o Sonho Impossível é o Medo de Fracassar. ". E... "Quando o que era Difícil se torna Impossível, Deus começa a agir."

O que temos que saber é que Deus tem um plano para nós. E que os planos dEle são bem maiores e melhores que os nossos próprios! Contradigo-me? Não. Pois se estivermos com Deus, nosso pensamentos e vontades serão um reflexo dos Seus!!! “Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.” Salmos 37:4

Quando há comunhão com Jesus a cada dia, logo que chegamos a pensar no mau, no irresponsável, nos vêm o Espírito Santo e diz: “O caminho certo é este; ande nele.” (Isa 30:21).

Portanto, nada de medo! A não ser que queira se remoer no futuro pensando: "Porque foi que eu não fiz???" Deixe Deus guiar sua vida, que tudo lhe irá bem, mesmo que pareça loucura...

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Lembrar ou Planejar?


"Todo o bom momento dura o tempo suficiente para se tornar insquecível!"


Frase linda e bem conhecida!

O que seria melhor? Viver pensando no que vai acontecer, ou no que já aconteceu?
Pensar no futuro ou no passado, sem viver o presente, pode se tornar perigoso.
É legal lembrar dos bons momentos sim. Como é gostoso reviver aquele acampamento, aquela noite divertida...
E planejar então... Nossa!!! Eu particularmente amo planejar, imaginar como será! Afinal, "pra quem naõ sabe aonde vai qualquer caminho leva a lugar nenhum". Essa é uma verdade que deve ser levada em conta!
Mas se formos realmente pesar na balança da coerência, melhor é viver um hoje bem vivido, tendo em mente que o futuro depende das escolhas que fizermos agora. Para que amanhã você olhe para trás e possa dizer que valeu apena!


"Nunca pergunte: "Porque será que antigamente tudo era melhor?" essa não é uma pergunta inteligente." Eclesiastes 7:10

domingo, 27 de abril de 2008

Dividindo a Vida

"Não se meta na minha vida!"
Provavelmente você já disse ou já teve vontade de dizer isso...
Privacidade!!! É bom neh...
Só que algumas pessoas levam ao extremo esse desejo comum, querem viver integralmente sós. Criam um mundo pra si, onde a entrada é proibida.
"Ninguém mexe nas minhas coisas, ninguém entra no meu quarto, ninguém precisa saber o que eu faço ou deixo de fazer, ninguém tem direito de influenciar meus sentimentos, ninguém me faça rir ou chorar..."
Isoladas estão porque resolveram ficar assim. Às vezes, pra se proteger criam essa muralha, às vezes simplesmente não conseguem se socialisar porque não amam.
Por um período quiz ter meu próprio quarto, e amei (não me isolei tá...)! Mas nos mudamos e então voltei a dividir meu quarto com minhas irmãs... Embora para a maioria dos adolescentes, essa pareça ser a opção da guerra, foi bom, até voltarmos a fazer algumas coisas juntas!
Dividir é preciso. Dividir emoções, momentos, sonhos... Dividir a vida com alguém, ter alguém em quem confiar, poder falar de tudo, desabafar, pular de alegria, fazer parte da vida...
Acho que é o máximo ter minhas irmãs como minhas amigas!
Acho que é o máximo ter um Deus assim, o Meu Melhor Amigo (Esse não é homem pra mentir, errar, abandonar, ama incondicionalmente! ). Todas as pessoas deviam experimentar contar com Deus pra fazer parte das suas vidas como um amigo real, dando liberdade de direção ao criador.

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